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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Eleições (Leia)

por Arnaldo Jabor
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Leia o comentário de Dora Kramer, Estadão de Domingo: "A decisão do TSE que determinou a retirada do comentário de Arnaldo Jabor do site da CBN, a pedido do presidente 'Lula' até pode ter amparo na legislação eleitoral, mas fere o preceito constitucional da liberdade de imprensa".
Não deixem de ler e reler o texto abaixo e passem adiante!
A VERDADE ESTÁ NA CARA, MAS NÃO SE IMPÕE
ARNALDO JABOR
O que foi que nos aconteceu? No Brasil, estamos diante de acontecimentos inexplicáveis, ou melhor,'explicáveis' demais. Toda a verdade já foi descoberta, todos os crimes provados, todas as mentiras percebidas. Tudo já aconteceu e nada acontece. Os culpados estão catalogados, fichados, e nada rola. A verdade está na cara, mas a verdade não se impõe. Isto é uma situação inédita na História brasileira!!!!!!! Claro que a mentira sempre foi a base do sistema político, infiltrada no labirinto das oligarquias, mas nunca a verdade foi tão límpida à nossa frente e, no entanto, tão inútil, impotente, desfigurada!!!!!!!! Os fatos reais: com a eleição de Lula, uma quadrilha se enfiou no governo e desviou bilhões de dinheiro público para tomar o Estado e ficar no poder 20 anos!!!! Os culpados são todos conhecidos, tudo está decifrado, os cheques assinados, as contas no estrangeiro, os tapes, as provas irrefutáveis, mas o governo psicopata de Lula nega e ignora tudo !!!!! Questionado ou flagrado, o psicopata não se responsabiliza por suas ações. Sempre se acha inocente ou vítima do mundo, do qual tem de se vingar. O outro não existe para ele e não sente nem remorso nem vergonha do que faz !!!!! Mente compulsivamente, acreditando na própria mentira, para conseguir poder. Este governo é psicopata!!! Seus membros riem da verdade, viram-lhe as costas, passam-lhe a mão nas nádegas. A verdade se encolhe, humilhada, num canto. E o pior é que o Lula, amparado em sua imagem de 'povo', consegue transformar a Razão em vilã, as provas contra ele em acusações 'falsas', sua condição de cúmplice e Comandante em 'vítima'!!!!! E a população ignorante engole tudo. Como é possível isso? Simples: o Judiciário paralítico entoca todos os crimes na Fortaleza da lentidão e da impunidade. Só daqui a dois anos serão julgados os indiciados - nos comunica o STF. Os delitos são esquecidos, empacotados, prescrevem. A Lei protege os crimes e regulamenta a própria desmoralização Jornalistas e formadores de opinião sentem-se inúteis, pois a indignação ficou supérflua. O que dizemos não se escreve, o que escrevemos não se finca, tudo quebra diante do poder da mentira desse governo. Sei que este é um artigo óbvio, repetitivo, inútil, mas tem de ser escrito... Está havendo uma desmoralização do pensamento. Deprimo-me: Denunciar para quê, se indignar com quê? Fazer o quê? A existência dessa estirpe de mentirosos está dissolvendo a nossa língua. Este neocinismo está a desmoralizar as palavras, os raciocínios. A língua portuguesa, os textos nos jornais, nos blogs, na TV, rádio, tudo fica ridículo diante da ditadura do lulo-petismo. A cada cassado perdoado, a cada negação do óbvio, a cada testemunha, muda, aumenta a sensação de que as ideias não correspondem mais aos fatos!!!!! Pior: que os fatos não são nada - só valem as versões, as manipulações. No último ano, tivemos um único momento de verdade, louca, operística, grotesca, mas maravilhosa, quando o Roberto Jefferson abriu a cortina do país e deixou-nos ver os intestinos de nossa política. Depois surgiram dois grandes documentos históricos: o relatório da CPI dos Correios e o parecer do procurador-geral da república. São verdades cristalinas, com sol a Pino. E, no entanto, chegam a ter um sabor quase de 'gafe'. Lulo-Petistas clamam: 'Como é que a Procuradoria Geral, nomeada pelo Lula, tem o desplante de ser tão clara! Como que o Osmar Serraglio pode ser tão explícito, e como o Delcídio Amaral não mentiu em nome do PT ? Como ousaram ser honestos? Sempre que a verdade eclode, reagem. Quando um juiz condena rápido, é chamado de exibicionista. Quando apareceu aquela grana toda no Maranhão (lembram, filhinhos?), a família Sarney reagiu ofendida com a falta de 'finesse' do governo de FH, que não teve a delicadeza de avisar que a polícia estava chegando... Mas agora é diferente. As palavras estão sendo esvaziadas de sentido. Assim como o stalinismo apagava fotos, reescrevia textos para contestar seus crimes, o governo do Lula está criando uma língua nova, uma neo-língua empobrecedora da ciência política, uma língua esquemática, dualista, maniqueísta, nos preparando para o futuro político simplista que está se consolidando no horizonte. Toda a complexidade rica do país será transformada em uma massa de palavras de ordem , de preconceitos ideológicos movidos a dualismos e oposições, como tendem a fazer o Populismo e o simplismo. Lula será eleito por uma oposição mecânica entre ricos e pobres, dividindo o país em 'a favor' do povo e 'contra', recauchutando significados que não dão mais conta da circularidade do mu ndo atual. Teremos o 'sim' e o 'não', teremos a depressão da razão de um lado e a psicopatia política de outro, teremos a volta da oposição Mundo x Brasil, nacional x internacional e um voluntarismo que legitima o governo de um Lula 2 e um Garotinho depois. Alguns otimistas dizem: 'Não... este maremoto de mentiras nos dará uma fome de Verdades'!
ESSE TEXTO PRECISA E DEVE SE TRANSFORMAR NA MAIOR CORRENTE QUE A INTERNET JÁ VIU !!!TSE determinou a retirada do comentário de Arnaldo Jabor do site da CBN.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Lula em Campanha

Por acaso faz parte do jargão: "Nunca no Brasil..."? Povo brasileiro, por favor, aprenda a votar!!! Divulguem o vídeo!

http://kibeloco.com.br/kibeloco/2010/08/07/leandro/

sexta-feira, 19 de março de 2010

Efemérides

A mosca que vos fala – não é a mesma mosca a qual costuma cair nas sopas (conforme uma certa música de Raul Seixas), ou fica de zunzunzum nas casas alheias – eu, na verdade, sou uma das que gosta de observar, de vagar por aí. Aprecio muito o mundo da observância e o de narrar fatos os quais presenciei. Não pensem que nasci mosca, pelo contrário, nasci gente: carne, ossos e tudo mais que o ser humano tem direito.
Se tivesse nascido mosca não viveria mais que alguns dias (não sei ao certo quantos, pois nunca me interessei pelo assunto, em pesquisá-lo, bem, até hoje). Um dia desses, um dia qualquer, acordei sentindo-me leve, tão leve que pensei estar a sonhar, como que a flutuar, hoje quando lembro, bem, não sei... Apenas mosqueava dum lado para o outro. Apressada...

Digo-lhes que vida de mosca não é fácil. Sem que esperemos somos expulsas dos lares, dos estabelecimentos comerciais, principalmente, dos que tenham comida. É uma vida triste, confesso, contudo, muito proveitosa para pensar na existência (e mais efêmera que a dos homens), nos problemas os quais assolam o mundo: desigualdade social, injustiça, fome, miséria, falta de amor: próprio e ao próximo.

Oh! Desculpem-me, esqueci-me de dizer-lhes meu nome, é Efemérides. Fui agraciada com esse nome pelas minhas companheiras, as moscas. Pois sou uma das filósofas das Muscidae, e uma de minhas teorias é sobre a efemeridade de nosso espécime, das dificuldades pelas quais passamos. E se as chamo companheiras – para que saibam o motivo – é porque criamos um sindicato, o SMDD: Sindicato das Moscas Domésticas Democráticas. Caso surja a questão do por quê da criação do sindicato, antecipo-me: lutamos por melhores condições de sobrevivência, vivemos pouco e, portanto, precisamos da compreensão das demais espécies de animais e de insetos do mundo para que possamos usufruir mais daquilo que a natureza nos propicia. Além de nos defendermos de acusações absurdas: acusam-nos de carregar em nossas frágeis patas micro-organismos responsáveis por transmitir doenças como a febre tifoide, a cólera e a disenteria e o maior dos ultrajes: contaminar alimentos. Mera especulação... Concordam conosco?
Apoiem nossa causa, desejamos um mundo melhor para todos, em que as classes menores também sejam favorecidas. Deixem de nos caluniar. Como podem falar que nós – as moscas – somos criaturas imundas as quais causam asco nas pessoas? Desculpem-me os porcos, mas todos temos um pouquinho de “porquice”. Vejam as crianças: quantas já vimos a comer a própria caquinha de nariz? Pessoas que roem as unhas, outras que comem sem lavar as mãos? E quanto àqueles que comem do lixo? As pessoas que permitem uma lambidinha de seus cachorros na cara? Temos um ótimo advogado pronto a processar qualquer um que se atreva a nos caluniar; certamente, ganharemos a causa. Na intimidade, tudo é permitido, ou quase...

A vantagem de ser mosca é a de poder bater as asinhas para todos os lados, principalmente, os que são proibidos para alguns: cinemas (refiro-me aos que são para os adultos), bares à noite, boates (aquelas com as luzinhas vermelhas na porta, sabem?), jantares da alta sociedade, CPI. Espiamos tudo e sabemos de muitas coisas que a mídia e a população desconhecem. E não precisamos dar satisfação a ninguém, nossos genitores põem seus ovinhos e vão embora, deixam-nos livres para decidir: a escolha dos caminhos a seguir, das moscas para o acasalamento. Hoje em dia, não devemos fidelidade a nenhum parceiro, só mesmo ao sindicato e aos nossos ideais.
Temos a fama de acertar em tudo, conhecem a expressão na mosca, não? No entanto, não ocorre com frequência, mesmo nossa visão sendo multifocal; eu, Efemérides, sou míope, pois creiam, é verdade. Não só pelo fato de eu ter ainda resquícios da minha humanidade (aliás, foi esse o motivo pelo qual consegui tornar-me a presidente do SMDD), mas também por ser, às vezes, um “defeito de fabricação” presente no meu dia-a-dia e no das minhas companheiras.
No mais temos uma vida simples, é verdade. Vida curta, mas intensa.

Acordei assustada, de repente. Quando, tateei-me, percebi que fora um sonho, não dos piores, mas um sonho, só.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Oxalá

Enquanto escrevo olho pela minha janela: o céu da primavera a metamorfosear-se num plúmbeo, carregado de chuva... Fez-me lembrar do desfecho de um de meus livros favoritos: "Ao ver aquela tanta água, lembrei-me das redacções que fazíamos sobre a chuva, o solo, a importância da água. Uma camarada professora que tinha mania que era poeta dizia que a água é que traz todo aquele cheiro que a terra cheira depois de chover, a água é que faz crescer novas coisas na terra, embora também alimente as raízes dela, a água faz 'eclodir um novo ciclo', enfim, ela queria dizer que a água faz o chão dar folhas novas. Então pensei: 'Epá... E se chovesse aqui em Angola toda...?' Depois sorri. Sorri só." (Ondjaki. Bom dia Camaradas) Também tenho essas ideias, às vezes; uma transformaçãozinha aqui no Brasil, no brasileiro não seria de todo mau.
Ver nossa gente a ser gentil com o próximo; o rico a acolher o pobre, estender-lhe a mão, ou mesmo políticos honestos?! Seria de todo mau?! Oxalá chova no Brasil!
Depararmo-nos com as realidades do dia a dia dói... crianças subnutridas; famílias sem guarida; homens a envenenar-se com seu ópio; o ódio que consome, mata, destrói... Oxalá chova no Brasil!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

[In] dependência

Rememoramos no último sete de setembro nossa carta de alforria: a liberdade. Mas a que se refere essa tal liberdade?
Vivemos [in] dependência dos políticos, de suas leis, do empobrecimento: social, cultural, quantos outros "als" imaginar...
Comemorar o que não se tem, é sonhar com o impossível: mera quimera do pobre do homem, o qual trabalha, paga seus impostos, não tem aumento salarial. Aumentam-lhe as dívidas, as dificuldades, a pobreza, a desigualdade...
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