quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Museu da Bíblia sedia encontro de pessoas com deficiência visual







Pelo quarto ano consecutivo, o Museu da Bíblia sediou o Encontro de Deficientes Visuais e instituições que trabalham com este público. Promovido pela Sociedade Bíblica do Brasil, o evento foi realizado no dia 23 de outubro, reunindo mais de 300 visitantes para um encontro de confraternização. A iniciativa integra o programa A Bíblia para Pessoas com Deficiência Visual, mantido há mais de 15 anos pela SBB. A programação teve início com a palestra A Bíblia como Instrumento de Inclusão Social, proferida pelo secretário de Comunicação e Ação Social da SBB, Erní Seibert. Depois de dar as boas-vindas, Seibert destacou que uma das riquezas da humanidade são as diferenças. “A Bíblia é um livro de inclusão social. No texto bíblico aprendemos os princípios que tornam possível a inclusão: o amor, o perdão e a tolerância. É por isso que a SBB utiliza a Bíblia como livro que promove a inclusão. Inclusão significa conviver com a diferença, como é o exemplo de Cristo”, ressaltou o secretário. Os organizadores convidaram os participantes que ainda não se cadastraram a integrar o programa A Bíblia para Pessoas com Deficiência Visual. A SBB produz, desde 2002, a Bíblia Sagrada completa em braile, na língua portuguesa, cujos exemplares são distribuídos gratuitamente a mais de 2,5 mil pessoas cadastradas, juntamente com o material em áudio. Além disso, a entidade desenvolve outros projetos que focam as pessoas com deficiências. “No próximo ano, já devemos ter a primeira porção bíblica em LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), contemplando, com isso, um grande contingente de pessoas com deficiência auditiva”, anunciou Seibert. Os participantes do encontro assistiram ao filme Coração do Pai, baseado na parábola do filho pródigo. A audiodescrição ficou a cargo da doutora em linguística, Lívia Motta. “Este é um recurso que amplia a informação para pessoas com deficiência em espetáculos e eventos variados. É uma forma de transformar o visual em verbal, contribuindo para a inclusão deste público”, observou Lívia, que atuou voluntariamente no evento e é a responsável pela preparação dos audiodescritores da primeira peça brasileira com audiodescrição no Brasil. Na cerimônia, foram revelados os vencedores do concurso literário A História de Mary Jones – O início do movimento das Sociedades Bíblicas. Organizado pela Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), o concurso de contos e poesias foi criado com o objetivo de destacar a vida da jovem que inspirou a criação das Sociedades Bíblicas, o começo deste movimento e o seu impacto na vida das pessoas, estimulando a criatividade de autores com deficiência visual ou não, e incentivando a leitura e a escrita em tinta e em braile. Os ganhadores foram representados por Diego de Lima Ribeiro, segundo colocado na categoria Contos – autores com até 16 anos de idade; e Juliana de Araújo, vencedora da categoria Contos – autores com idade superior a 17 anos – e terceira colocada na categoria Poesias, que receberam seus troféus e medalhas das mãos de representantes da SBB. Os demais ganhadores, moradores de outras cidades e estados, receberão a premiação em suas casas. Um momento de grande animação foi a premiação das ONGs com mais representantes. O primeiro lugar ficou para a entidade Amigos pra Valer, seguida da Fundação Dorina Nowill e da Associação de Deficientes Visuais Evangélicos do Brasil (ADEVEB). Para finalizar, os participantes fizeram uma visita à área de exposição do Museu da Bíblia.

Confira abaixo a relação completa dos vencedores do Concurso literário A História de Mary Jones – O início do movimento das Sociedades Bíblicas:

Contos – Autores com até 16 anos,11 meses e 29 dias
1º. Vinícius de Oliveira – Caxias do Sul (RS)
2º. Diego de Lima Ribeiro – Franca (SP)
3º. Jaqueline Cândido Pantis – Araruna (PB)

Contos – Autores com idade superior a 17 anos
1º. Ana Cláudia Lucena de Azevedo – Parnamirim (RN)
2º. Juliana de Araújo – Osasco (SP)
3º. Elenara Predebon Fernandes da Silva – Porto Alegre (RS)

Poesias – Autores com até 16 anos, 11 meses e 29 dias
1º. Rafael Mesquita Azevedo de Souza – Uberlândia (MG)
2º. Paula Hellmann Claudinno – Dourados (MS)
3º. Leonardo Samuel Idalencio – Caxias do Sul (RS)

Poesias – Autores com idade superior a 17 anos
1º. Rosana Aparecida Marques Roma Takachi – Esteio (RS)
2º. Juvenal Alves Correia – Senador Canedo (GO)
3º. Juliana de Araújo – Osasco (SP)

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Mary Jones



Conheçam a história da jovem galesa, Mary Jones, a qual deu início ao movimento das Sociedades Bíblicas no mundo.


Fonte: http://www.sbb.org.br/multimidia/default.asp?id=18

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Milagre em São Domingues

“...‘Ao Deus Desconhecido’. Pois esse Deus que vocês adoram sem conhecer é justamente aquele que eu estou anunciando a vocês.” Atos 17:23b

Das primeiras letras as quais aprendera Constância não nutria por elas amor, porquanto, pertencia a uma família de alto padrão social. Tinha uma vida vazia ainda que obtivesse tudo que desejava, seus pais realizavam todos os seus caprichos, todos os seus desejos... Era uma menina triste. Porém, sua vidinha, ao que parecia, rumava a uma abundância diferente: na escola em que estudava sua professora Clarice, a obedecer ao projeto social do planejamento escolar, organizou um encontro entre os alunos da escola com um estrato social distinto ao qual estavam habituados.
Eis que começa nossa história...
Viajaram alguns quilômetros até chegarem ao destino: um vilarejo humilde em que crianças como elas trabalhavam na lida. A professora conhecia com propriedade aquela rotina, pois trabalhara como qualquer criança daquele lugar, ou melhor, conhecia a todos que viviam naquele cenário. Nascera no vilarejo, e vivera sua infância lidando com a terra, alimentara os animais e ajudara sua mãe nos afazeres domésticos. Tivera uma vida simples.
Houvera um trabalho missionário dentro de um sítio não muito distante dali, todos conheciam o seu Zé, dono do sítio, em que Clarice todas as quartas-feiras visitava para ouvir os causos que narrava com toda sua simplicidade e encanto, foi atraída pelas suas histórias... Seu Zé era um homem simples, caboclo, semi-analfabeto, migrou do Ceará na década de sessenta, conquistara um pedaço de terra com muito suor de seu rosto. Gostava de contar suas histórias para as crianças da circunvizinhança. Um dia conheceu um jovem missionário, Artur, o qual era professor, e o convidou para uma prosa enquanto chupava mexericas colhidas do pé:
– Oli seu moço, sô um homi simples, contadô di história, mai num sei lê não, visse? Gosto di insina um poco da vida pras criança, conto meus causo e elas fica toda filiz...
– Seu José...
– Podi mim chama de Zé, seu Zé, tá bom?
– Sim, senhor! Pois então seu Zé, meu trabalho é ensinar crianças, alfabetizá-las através da Bíblia. Desde menino tive esse sonho, porque nasci em uma família rica que pôde me dar tudo que sempre quis: as melhores escolas, roupas, brinquedos... E eu de dentro do carro, enquanto ia para a escola, via crianças pedindo um trocado, vendendo alguma coisa, sendo exploradas por homens e mulheres... Senti que tinha que fazer alguma coisa, porque frequentava a igreja e via as famílias mais pobres se sentarem nos últimos bancos em trajes simples e sedentos das Palavras de Vida Eterna.... então quando iniciei a faculdade tive de romper com minha família, pois não aceitaram que eu fosse um missionário e vivesse humildemente. Muito tempo se passou desde a última vez que vi meus pais. Vivo pela misericórdia de Deus! – enquanto narrava um trecho de sua vida, as lágrimas molhavam o chão e a alma do seu Zé.
– U moço mim deixô sem palavra... qui ocê acha de insina as criança daqui? Eu imprestu meu sítio procê insina.
– Deus é bom, seu Zé!
– I num é?!
– Eu estava orando para encontrar um lugar em que pudesse ensinar e encontrei o senhor. Obrigada Senhor por responder as minhas preces!
– Ô seu Artu... num fique assim não, num chore, visse minino! Eu sô uma pessoa humilde, num sei iscrevê, mais posso oferecê minha casinha procê insina as criançada. O que ocê pricisa é só mi pidi, tá bom?
– Obrigada seu Zé, Deus o abençoe!
Assim começava a escolinha, na qual Clarice que acabara de completar quinze anos conheceu a Jesus e auxiliou ao seu mestre a aproximar-se de mais crianças. Com seu trabalho todos os pais daquelas crianças foram alcançados, apenas os pais de Clarice recusaram a ajudar e opuseram-se a ideia de Clarice participar do trabalho de alfabetização, pois achavam perda de tempo estudar. As bíblias, folhetos tudo que utilizou para salvar a vida daquelas crianças foram doadas pela Sociedade Bíblica que fornece literatura e bíblia para todo o mundo, além de suprir as necessidades de pessoas como Artur.
Clarice quando criança ensejava estudar mais, mais que os quatro meses os quais uma professora itinerante poderia ofertar. E Deus, em sua infinita graça, escolheu Artur para revelar-se a menina, para mostrar que a vida era mais que trabalhar para comer e seu sonho de estudar era possível. Ela via a alegria daqueles seus amiguinhos brilhar em seus olhos; pôde presenciar a transformação daquelas vidas pela Palavra Viva. E desejou naquele instante ser como Artur.
Era muito grata ao seu Zé, o contador de história, foi ele quem germinou em sua alma o desejo de aprender mais, de conhecer mais que aquelas histórias... quando leu pela primeira vez a história do menino Jesus, quis saber quem era o Messias e Artur explicava com muita paciência e amor:
– Clarice, Ele é o Salvador do mundo, morreu por nossos pecados em uma cruz!
– Entendi, mas do que somos salvos? O que é pecado?
– Uma pergunta complementa a outra... – respondeu Artur enquanto sentava-se em um dos bancos improvisados com blocos para a escolinha – somos todos pecadores, porque vivemos em um mundo que Satanás opera. Bem, deixe-me ser mais claro. Veja Clarice: quando um amiguinho seu pega uma mexerica do seu Zé sem pedir, o que ele faz é certo? Ou então quando um outro usa o estilingue para matar um passarinho pelo prazer de vê-lo cair no chão, é certo?
– Bem... o seu Zé naquelas histórias dele vive dizendo que a gente não deve machucar os bichinhos, que isso é coisa de gente malvada! É verdade isso não é certo! Mas as mixiricas... ele diz que a gente pode pegar quando quiser.
– Então entendeu o que eu quis dizer... o pecado é exatamente isso: fazer uma coisa que alguém desaprova! E Jesus com a sua vida nos ensina a amar as pessoas, a não querer o que é delas, a amar tudo que Deus criou e respeitar.
– Nossa como é bom esse Jesus... ele ensina coisas muito boas!
– E não é só isso... só podemos agir como ele orienta se estivermos dominados pelo seu Espírito, porque é Ele quem nos ensina todas as coisas boas que Deus quer que façamos.
– Espírito?
– É Espírito Santo, ele habita dentro de nós quando somos batizados, é a garantia da vida eterna.
– Ah então eu não tenho...
– Como assim? Quantos anos você tem?
– Oras quinze...
– E seus pais não a batizaram?
– Não...
– E você deseja ser batizada e conhecer Jesus em seu íntimo? – Artur estava muito feliz por conhecer alguém tão ávido como Clarice. Orava por ela desde a primeira vez que a vira.
– Sabe Artur... um dia, eu sonhei que estava dentro do rio e de repente vi alguém se aproximando, essa pessoa brilhava, brilhava tanto que eu não conseguia olhar em seus olhos e aí chegou bem pertinho de mim e me perguntou se eu queria ser batizada e ser uma mensageira. No sonho, eu aceitava e o homem derramava água sobre a minha cabeça e dizia que me batizava em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Tive esse sonho tantas vezes e todas as vezes acordava chorando, mas era de alegria, como se eu fosse outra pessoa, sabe?
– Clarice, você deseja experimentar de novo essa sensação? – Artur estava tão emocionado com a narrativa de Clarice, que suas palavras saíram descompassadas e envoltas de lágrimas de regozijo.
– Sim, sim, sim... – mil vezes sim, jubilava Clarice, numa explosão de uma tão felicidade que Artur jamais sonhara em presenciar.
Em seguida, os dois entraram no rio que ficava à margem do sítio do seu Zé e Artur a batizou em nome da Trindade, esse era seu primeiro batismo desde que chegara ao vilarejo São Domingues. O rosto de Clarice resplandecia a face do Senhor em toda a Sua glória! Depois do batismo sentaram-se na grama para secarem as roupas:
– Como está se sentindo?
– Molhada e muito feliz! Sinto que sou outra pessoa, a mesma coisa que senti depois de acordar daquele sonho, uma alegria e uma vontade de gritar.
– Pois então grite!
E Clarice gritou:
– OBRIGADA SENHOR, OBRIGADA SENHOR!!!
Artur aproveitou a oportunidade para presenteá-la com uma bíblia. Ela abraçava, chorava e beijava tanto aquele precioso livro que fez Artur lembrar-se de uma linda história:
– Você me fez lembrar de uma menina que recebeu em seus braços uma bíblia e como você a beijou, abraçou... essa história tem duzentos anos.
– Oras e como conhece? Qual o nome dela?
– Porque foi a partir dela que muitas pessoas como você ganharam a sua primeira bíblia. Mary Jones, uma menina que vivia no País de Gales um país bem distante daqui perto da Inglaterra. Quando tinha dez anos desejou muito ter uma bíblia, mas naquele tempo era muito difícil conseguir uma, principalmente, porque ela era muito pobre...
– Como eu? – indagava Clarice com os olhos atentos a cada movimento de Artur.
– Talvez mais pobre... era a única filha de uma família de cristãos, nenhum deles sabia ler, foi matriculada numa escola numa vila próxima a que morava e dedicou-se aos estudos como você, e tornou-se uma das primeiras alunas da classe, mas seu sonho de ter uma bíblia ainda era distante, trabalhava em tudo que surgia para conseguir dinheiro e economizava muito. Ao final de um ano, a quantia ainda era insuficiente. A espera da menina durou longos seis anos, até que foi à igreja que congregava e pediu uma bíblia ao pastor, mas ele disse que era impossível encontrar em sua vila, ou mesmo nas vilas da vizinhança um exemplar da bíblia, contudo lembrou que na cidade de Bala havia um pastor que costumava ter exemplares da bíblia para vender. Mas a cidade ficava a quarenta quilômetros de sua vila.
– E o que aconteceu?
– Mary não poderia desistir de seu sonho, então pediu para seus pais para ir até lá, no início, eles não concordaram, mas oraram e deixaram que a menina fosse. Para economizar os sapatos, a pequena galesa, fez o percurso a pé para não desgastar seu único par de sapatos. Andou o dia todo, chegou um momento que não aguentava mais e parou...
– Ai não acredito!
– Acalme-se Clarice... Ela não iria desistir depois de tanto tempo, então, levantou-se caminhou um pouco mais e avistou a cidade de Bala. Fico imaginando o que ela sentiu naquele momento...
– É verdade, deve ter ficado muito alegre...
– Quando chegou na casa do pastor... Thomas Charles, Mary foi surpreendida com a notícia que não havia mais nenhum exemplar em sua língua. A menina chorou tanto e narrou a sua história ao pastor, ele ficou muito comovido com a sua história... história que iria mudar o mundo... e aí lembrou que ainda havia dois exemplares encomendados e um deles era em sua língua e deu a menina. Ela só abriu sua bíblia quando chegou em casa para ler com os pais. Depois disso, o pastor Thomas contou a outros a história de Mary e todos se inspiraram e ali decidiram que isso não poderia mais acontecer, que todos deveriam ter acesso fácil à bíblia. E depois de muito orarem esses homens fundaram a Sociedade Bíblica Britânica em dezembro de 1802 com o intuito de traduzir, imprimir e distribuir a bíblia. E assim depois de muitos anos, de muitas mortes, a bíblia alcançou a todos e hoje é o livro mais lido em todo o mundo. E todos que a leem são transformados pelo poder que suas palavras têm.
– Que história linda Artur! Mas como assim mortes?
– Muitos homens tiveram esse mesmo sonho que todos tivessem acesso à palavra de Deus revelada, mas foram mortos, bíblias foram queimadas até que tivéssemos total acesso a ela; há muitos ainda em países distantes do nosso que as pessoas são proibidas de ter, ou mesmo, ler uma bíblia.
– Nossa... Eu quero fazer alguma coisa para levar a bíblia para outras pessoas como eu. O que eu posso fazer? Meu sonho é ser professora como você e fazer a mesma coisa que fez por mim e por meus amigos.

Depois dessa longa conversa, Clarice cresceu, estudou e formou-se professora e casou-se com Artur; juntos trabalharam com crianças como ela fora um dia: pobres e sedentas pela verdadeira sabedoria. Tempos depois, decidiram trabalhar na escola dos pais de Artur em que implantaram um projeto para que as crianças da alta sociedade conhecessem estratos sociais carentes e fossem transformadas pela experiência de aprender e servir a outras crianças.
Constância foi uma dessas meninas que transformadas, incitaram aos pais para investir em escolas rurais para que pessoas como Clarice tivessem a mesma oportunidade de conhecer as letras e a Jesus.

Prêmio: 2º Lugar no Concurso Literário A História de Mary Jones - O início do movimento das Sociedades Bíblicas

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Mocidade Sempre e Avante pela Reforma Protestante


“Eu não me envergonho do evangelho, pois ele é o poder de Deus para salvar todos os que creem, primeiro os judeus e também os não-judeus. Pois o evangelho mostra como é que Deus nos aceita: é por meio da fé, do começo ao fim. Como dizem as Escrituras Sagradas: ‘Viverá aquele que, por meio da fé, é aceito por Deus’.”
Romanos 1:16-17



No dia 02/10, na IPI de Vila São José, Osasco, SP, desfrutamos de um momento ímpar: rememoramos a Reforma Protestante em todos os atos de culto com a mocidade do Presbitério Osasco. A começar pelo processional de entrada das Escrituras Sagradas e como são sagradas a nós, cristãos! Na Reforma, a Bíblia foi redescoberta por Marinho Lutero e nela, a meditar, encontrou a resposta para sua indagação: “como ser aceito por Deus?” “...por meio da fé, do começo ao fim.”! (Romanos 1:17) Por isso devemos voltar-nos ao passado com o intuito de redescobrir o valor da salvação pela graça mediante a fé (Efésios 2:8), olhar para a Reforma e continuar a nos reformarmos, porventura, não é esse o moto de nossa amada igreja? Pois reformemo-nos!
A mocidade louvou em todo o tempo a graça do Senhor por meio dos hinos do nosso CTP: “Altamente os céus proclamam”, “Castelo Forte” e “O Pendão Real”, dos louvores do grupo de louvor da IPI Vila São José, da IPI de Presidente Altino e da participação especial do Grupo Shélter da 1ª IPI de Carapicuíba.
Fomos abençoados ricamente e tivemos o privilégio de ouvir a homilia do Rev. Gerson Correia de Lacerda baseada nos versos epigrafados acima em que ressaltou a atualidade da Reforma e da sua mensagem; elucidou a superficialidade que dedicamos à leitura das Escrituras nas quais encontramos a razão e a fonte de nossa fé. É necessário que voltemos a apaixonar-nos pela leitura diária e esmiuçada do texto bíblico. Porquanto, tão-somente na Palavra e com o auxílio do Espírito do Senhor, reconheceremos que não há verdade maior que a graça de Deus pregada na Teologia da Cruz, por isso Lutero desejou compartilhar com o mundo a mensagem dela e a traduziu para a sua própria língua: Deus não estabelece nenhuma condição para nos aceitar, precisamos confiar nEle e em Sua Palavra; o Espírito Santo selado em nós, no batismo, é nossa garantia, nosso quinhão! Portanto, façamos como Lutero: anunciemos a salvação pela graça mediante a fé a qual é dom de Deus, desfrutemos de nossa liberdade em Cristo Jesus!
Herdeiros da Reforma que somos, também compartilhamos, como mocidade unida, da mesa do Senhor instituída a todo o corpo de Cristo, e nesse momento especial, os jovens da IPI do Jardim Bonança e da IPI do Jardim Piratininga entraram com os elementos Eucarísticos. Demos graças e partilhamos, como Igreja do Senhor Jesus Cristo, do seu sacramento: participamos do comer do pão e do beber do vinho em espírito de reverência e de alegria, pois rememoramos a tristeza da morte e a alegria da ressurreição do nosso Emanuel.
Reafirmamos nossa fé com o Credo de Lutero e fomos desafiados a pregar a verdade da cruz: no viver, no compartilhar, no falar, no dividir; porque toda a nossa vida deve ser um culto a Deus!
Reacendamos o amor pela palavra viva em nós!

Mocidade Presbiteriana Independente sigamos sempre e avante pela Reforma Protestante!


Pela Coroa Real do Salvador

Juliana de Araujo

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Mocidade Sempre e Avante




“... fui eu que os escolhi para que vão e deem fruto e que esse fruto não se perca.” João 15:16

No dia 11/09, na IPI de Presidente Altino, Osasco, SP, tivemos a grande alegria de reunirmo-nos como a mocidade do Sínodo de Osasco o qual é formado pelos Presbitérios: Osasco, Novo Osasco e Carapicuíba. Celebramos juntos os setenta e seis anos da União da Mocidade Presbiteriana Independente.
Com a união dos três presbitérios rememoramos os tempos do “grande presbitério” e desfrutamos de um tempo muito precioso no qual tivemos participações muito especiais, dentre as quais, destacamos a preletora, Ione Rodrigues Martins, Coordenadora Nacional de Adultos, a qual em sua homilia abordou a importância das escolhas fundamentada no Evangelho de João 15:16 com o qual destacou como essas interferem na nossa caminhada, na formação de nosso caráter. Deus nos escolheu, portanto, somos privilegiados por participar de sua abundante graça.
Como Igreja do Senhor reunida, nos louvores, demos graças pelos setenta e seis anos de história da UMPI (pioneira na organização, precedida pelas senhoras, varões, adolescentes e crianças) nos quais tivemos a participação do Grupo Shélter (juntos há dez anos) da 1ª IPI de Carapicuíba, o grupo de louvor da mesma igreja, e por fim, um grupo formado por jovens dos três presbitérios. E ainda, pudemos refletir sobre a salvação na cruz de Jesus Cristo por meio do esquete apresentado pela mocidade da IPI do Jardim Bonança.
Reunimo-nos com o intuito de glorificar ao Senhor e agradecê-lo por sustentar-nos por todos estes anos. E pedir que sejamos sempre a mocidade cujo desejo é de continuarmos avante a viver: a união, para a evangelização e a fraternidade, três palavras pelas quais a juventude em 1938 centralizou seu objetivo.
Oremos pela mocidade tão carente de orientação, de cuidado, de atenção, de apoio!

Mocidade Presbiteriana Independente sigamos sempre e avante!



Pela Coroa Real do Salvador

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Hillsong United - Hosanna

"Tanto os que iam na frente como os que vinham atrás começaram a gritar: — Hosana ao Filho de Davi! Que Deus abençoe aquele que vem em nome do Senhor! Hosana a Deus nas alturas do céu!" Mateus 21:9

Sejamos uma geração de adoradores do verdadeiro e único Deus digno de todo nosso louvor.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Carta à Reflexão (sujeito incógnito)

"Tudo o que Deus faz tem um objetivo. Deus não faz nada que não tenha um propósito. A fé é a base da salvação. Quem tem fé tem esperança, pois a esperança é a demonstração de nossa fé. E quem tem fé e tem esperança vai praticar a caridade, pois sem caridade nada somos. E só pratica a caridade quem tem Jesus como exemplo. E a fé sem obras é morta. Tiago 2: 17-18 Sem caridade não podemos ser salvos. E só os humildes podem cumprir a lei de Cristo. Pois se a lei não for útil então Deus errou e os ensinamentos de Cristo são vãos. Dizer que a lei não é importante é defender a irresponsabilidade. E a casa de Deus é uma casa de ordem. E onde há ordem a lei." Comentário anônimo a postagem anterior no blog - Milagre em São Domingues - em 03/10/2010
Meu amigo em Cristo, Bom dia!
Quando postei meu comentário em seu blog, minha intenção não foi atacá-lo, longe de mim, a Bíblia nos ensina a ter amizade cristã, a amar as pessoas, a orar por elas, a admoestar. Talvez, meu amigo, você é quem não tenha entendido minha intenção...
Minha posição é a de uma cristã salva pelo sangue de Cristo, é nisso que se baseia a minha fé, não em meu próprio esforço, buscar a Cristo sem que nos chame... Todas as epistolas apontam categoricamente para a salvação baseada na fé e na graça de Deus, tudo vem dEle para que ninguém se glorie. Paulo diz que se tiver que se gloriar de algo que seja da cruz de Cristo. Sou protestante e reformada e a visão que Lutero e Calvino têm das Escrituras, assim como Santo Agostinho são, para mim, coerentes e adequadas...
Desculpe-me se o feri com minhas palavras! Mas não posso me omitir quando o Senhor, por sua revelação da Bíblia, diz que temos de instruir uns aos outros em amor. Talvez, tenha sido você, não sei... quem deixou um outro comentário em meu blog a falar sobre a caridade, ou estou errada? Se estiver desculpe-me mais uma vez. Devo, contudo, dizer que concordo em partes com você; veja: caridade (caris, no grego, é traduzido por João Ferreira, por amor) é um fruto do Espírito Santo conforme a epístola aos Gálatas 5:22-23, e, portanto, é impossível ao homem amar por ele mesmo, sem a ajuda de Deus, o homem não faz nada de bom. Na epístola aos Hebreus, o autor, enfatiza que a lei existiu até que viesse a fé, por isso instituiu um novo dia, outro sacerdócio, uma nova aliança. Dizer que a lei ainda vale no sentido de observá-la por esforço próprio é estar sob a sua maldição. Para mim, os versos 16 e 17 do primeiro capítulo de Romanos são o teor da nossa vida, conforme é dito também em Habacuque: “o justo viverá por fé” ou ainda, na NTLH, “Pois o Evangelho mostra como é que Deus nos aceita: é por meio da fé, do começo ao fim. Como dizem as Escrituras Sagradas: ‘Viverá aquele que, por meio da fé, é aceito por Deus”. O texto que transcrevi em meu comentário (Romanos 3) diz exatamente, como toda a carta aos Romanos, que Deus quis se reconciliar com a humanidade em Cristo. O aio, o pedagogo dos judeus era a lei, Deus deu a sua lei para mostrar que é impossível a qualquer homem agradá-lo. Se um dia interessar leia: “A Cruz de Cristo” de John Stott.
Seria leviano de minha parte dizer que a fé existe sem obras, pois ela frutifica, fazemos tudo por obra do Espírito de Deus. Não temos mérito algum em nada de bom!
Concordo que sem o amor não podemos ser salvos, mas sem o amor de Deus é esse o único amor que pode nos salvar e já salvou a todos que Ele chamou conforme seu plano.
A lei depois de Cristo foi escrita nos nossos corações, não a observamos, mas a cumprimos de outra forma... porque Cristo cumpriu a lei, resumiu a lei no amor: ame a Deus e a teu próximo como a ti mesmo e quem ama é incapaz de fazer qualquer ato que prejudique nosso próximo. E quem é o nosso próximo?
Jesus Cristo, sendo Deus, fez-se carne para salvar a humanidade, para reconciliá-lo com Deus, o Pai, e somos filhos de Abraão, por vivermos pela fé! E Cristo, sendo homem, sabia que era impossível a qualquer homem servir a Deus, por isso enviou Seu Espírito, “Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto e, aquilo que é bom, perfeito e agradável a ele.” Romanos 12:2. Leia Romanos 13: 8-10 e Gálatas 2:15 a 3. “Pois Cristo, tornando-se maldição por nós, nos livrou da maldição imposta pela lei.” Gálatas 3:13a
“Então, por que é que foi dada a lei? Ela foi dada para mostrar as coisas que são contra a vontade de Deus. A lei devia durar até que viesse o descendente de Abraão, pois a promessa foi feita a esse descendente. A lei foi entregue por anjos, e um homem serviu de intermediário. (...) Porque, se tivesse sido dada um lei que pudesse dar vida às pessoas, então elas seriam aceitas por Deus por obedecerem a ela.” Gálatas 3:19-21
Meu amigo, obrigada por me mostrar essas coisas, por me ajudar a ter mais convicção da graça de Deus em minha vida, na vida das pessoas que Ele chamou.
Desejo que o Espírito Santo abra sua mente e o ajude. Orarei por você. Desejo saber seu nome: por que reflexão? Por favor identifique-se!

Deus o abençoe em Cristo,
Juliana de Araujo

Ps. Para entender minha posição leia as postagens no blog a seguir:
http://ponderarerefletir.blogspot.com/
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